terça-feira, março 10, 2009

Nova Velha História


Tempo e dedicação não têm andado de mãos dadas. Outras prioridades na vida.
Ainda na correcção da história da Cisne Negro. e a vontade de escrever uma nova história é mais que muita. Ando a revisitar os escombros de uma história que iniciei há uns oito anos. Ainda sobrevive. é um tipo de escrita bastante diferente da história da Cisne. É muito virado para a realidade dos nossos dias Algo do género...

- Estás a ouvir-me, Johnny?
Johnny estava à janela sem prestar atenção no que a sua namorada lhe dizia.
- O quê? – acordava para a realidade quando a mão pervertida de Cassidy esbarrava no seu rabo com alguma violência.
- Por caso estás com ciúmes do Jared? - interpelou numa voz ciciante, provocando-o sem pudor algum. – Eu sei que ‘tás…
- ‘Tás parva?

Estava um belo dia, um sábado nublado como qualquer outro. Johnny tinha por hábito esticar as pernas num passeio matinal descendo a vila até à baixa. Acabaria irremediavelmente na praia de Castillo de la Costa, descalço, sentando na areia, perdendo-se de amores pelo mar.
A noção do tempo caía em saco roto enquanto lá estava. Não poderia olvidar-se da promessa que fizera à sua namorada, comprar os bilhetes para o concerto de um grupo de rock chamado 23 seconds to Hell. Johnny gostava do som deles, apesar de não partilhar de um entusiasmo exagerado por parte de Cassidy. Cassidy era louca pelo vocalista e guitarrista principal, Jared. Era o seu deus grego, adorava-o desde as unhas dos pés ao cabelo.
Num caminhar por vezes distraído, por vezes observador, o vulgar transeunte que não tinha pressa para chegar ao seu destino, deparava-se com um carro completamente carbonizado, não muito distante da sua casa. Não passava de uma carcaça cinzenta, sem a porta do pendura.


Os 100 Pecados. Não me recordo há quanto tempo ouvia falar deles. Sabia aquilo que o conhecimento público sabia, pois os jornais, a rádio, e sobretudo, a televisão noticiavam sobre esse grupo de criminosos que se auto-proclamavam de “Os 100 Pecados”. O que eles faziam para se tornarem famosos? uia compreender como ninguém lhes fazia frente. Como se tinham tornado donos e senhores desta região? Ninguém! Até a polícia os evitava.

Rap de DJ Super FM
Ponho as minhas nike
Salto, agarro o mic
Desfiro palavras como Mike
Tyson dá uns bites
Nas orelhas do Hollyfield
Entra no ringue
Hoje não é domingo
Vence Federer
Ou vai-te foder

Resvalam as balas
Alastram as almas
Escuta filho da puta
O show já começou
Sente o flow
DJ tá em stereo
100 Pecados é assunto sério
Escuta yo escuta yo
Luta yo luta yo


Com o Sargento não há paralelo
Traz as tuas armas, martelos
Traz todas as ferramentas
Deixa-te de tretas
Junta-te aos Sem Pecados
Junta-te ao Careca Malvado
Ou morre na rua
Não há escolha diz o Joshua
(Diz o Joshua)

Facadas ataca forte e feio
Dark Angel mostra o seio
Aos bófias
Tic Tac tac tic
Chilique

Os políticos não passam de mongolóides
Raquíticos, padecem de febre tifóide

segunda-feira, julho 14, 2008

23 meses e alguns dias

Regressei das catacumbas por assim dizer. Ando ausente deste mundo. Só para dizer que este blog está a atingir os dois anos de vida. Para dizer ainda que finalmente terminei a história do Cisne Negro e que estou na fase da revisão das 216 páginas que já são 226 ao fim de 3 capítulos revistos. Não sei se acabarei ainda este ano. Tem sido complicado. Só tenho a agradecer a quem me tem dado motivação para seguir este sonho. Obrigado à Angel pelo toque sentimental das cartas, obrigado à Silvia nas traduções para norueguês e um agradecimento especial o à minha futura psicologa! Grazie pela força que me dás sem saberes. E grazie pelo video, desconhecia a música dos Poets of the Fall.
Aqui vão uns novos excertos de capítulos que postei aqui há 23 meses e alguns dias.
- Vinde Cisne Negro, mostrar-vos-ei o vosso caminho, a vossa rota. Sofrer não significará a vossa derrota. Precisamos de vós para comandar esta frota!
Foi pelo canto do olho que a bebé defrontou aquela figura que lhe fora sempre fraterna. As suas lágrimas recuaram como uma vaga a regressar ao mar. Pararia de chorar sem dar conta. Bastou que Mar-Hir falasse para que se sentisse serena e segura de uma forma tão definitiva, coisa que nem a sua própria mãe o teria conseguido, pelo menos naquele momento.
- Yhdistä moi dät...! – soltara a voz feiticeira do Ancião.
A Cisne acabou por aceitar, ainda que timidamente, a mão do seu avô. Por alguma estranha razão a bebé embarcaria sem sequer olhar para trás. Encontrava-se entre a rejeição forçada dos seus pais e as promessas incandescentes de Mar-Hir.
- Levar-te-ei ao Templo dos Sonhos… onde sonhamos acordados! – declarava o auspicioso Pontífice já na proa da embarcação que acabava de zarpar.
Tal árvore… tal fruto. Quarenta dias passaram desde o segundo aniversário da Cisne Negro. Por esta altura tais olhos pardacentos estavam muito mais afastados do solo. Era uma árvore que olhava para cima, perdida de amores pelo deslumbrante Grande Cristal.
Portanto não era nenhum encantamento, nenhuma ilusão ou miragem se assistíssemos ao caminhar da jovem árvore, pois estava livre de raízes. E todos aqueles que a admiravam esperariam certamente que pudesse vir a proporcionar frutos suculentos pelo trilho que enveredava há ano e meio, no Templo da Luz, um lugar privilegiado de manifestação do imaginário.Aí residia, de facto, a ironia romântica da árvore que fora arrancada de uma ilha e enraizada de novo no cume de uma montanha que chegava a roçar o céu líquido de tão elevada que era.
Escutava-se, para lá da porta, o ruído incisivo de uma tesoura. Eram os delicados dedos da risonha Dasrae que seguravam tal instrumento. Estava a cortar o cabelo à petiza enquanto entoava uma pequena canção.

“As nossas sombras uniram-se
No dia em que o Grande Cristal adormeceu
Chorámos alegrias e rimos tristezas para o céu

Uma infinidade de estados de luz propaga-se
Naquele que é agora o teu lar
Que nada te faça olvidar

De que não estás só pois conheço-te cegamente
Mesmo que a distância esteja por perto
Terás sempre o meu amor por completo

Que a dúvida não te persiga desesperadamente
Cuida bem do teu jardim pois até o solo mais estéril
Será novamente semeado”

Um inadvertido bocejo soltou-se da boca da Cisne. Nem se lhe ouviu um elogio que fosse para a sua ama que acabara de lhe dedicar uma trova.

Poets of the Fall - Carnival of Rust


A Perfect Circle - The Outsider (live)

sexta-feira, março 21, 2008

Nightwish



Falta já menos de um mês para que esta banda finlandesa regresse a Portugal pela segunda vez. A primeira actuação em terrritório luso aconteceu no Festival Vilar de Mouros 2005. Estive lá numa noite noite memorável onde tocaram bandas como Anathema ou Within Temptation. Nessa altura os Nightwish ainda contavam com Tarja Turunen como vocalista. Ninguém imaginaria que ela fosse despedida alguns meses depois. Era o fim de uma era.
Dois anos volvidos os Nightwish regressam aos albuns com Dark Passion Play apresentando Anette Olzon~como vocalista.
Choveram críticas e comparações entre a Tarja e a Anette. São duas vozes completamente distintas, uma operática outra mais suave, mais rockeira. É verdade que Tarja tem aquela voz especial mas também há encanto na voz de Anette.
Deixo dois videos da música Ever Dream, uma cantada pela Anette outra pela Tarja.
Tenho a certeza que o concerto de dia 19 de Abril vai ser um espéctaculo.


Ever Dream (com Anette)


Ever Dream (com Tarja)

domingo, fevereiro 24, 2008

Intimus Dualitas

E vão 19 meses que comecei esta aventura da história da Cisne Negro.Essa é a sua alcunha. O nome dela é Signe.
falta escrever 4 capítulos, ainda. Ando a escrever o penúltimo capítulo (Intimus Dualitas), que será fértil em surpresas e reviravoltas.
Aqui vao alguns tópicos:

A Cisne (17 anos) não é a mesma desde que voltou do Templo Aquariano.

Terá uma companheira de quarto, a sua irmã Thrishia (12 anos)que não será muito bem recebida pelo Povo do Cristal

Thrishia é uma rapariga muito bem disposta e ultrapassará as adversidades com maior facilidade que a sua irmã mais velha

A Cisne sente-se mal por não ter comparecido ao encontro que marcara com o seu namorado Rhanos. Acha que um namoro à distãncia não está a dar resultado, por isso decide marcar novo encontro.

Mirthis, a Princesa dos Margrietus visita a Cisne e na brincadeira beijam-se na boca. Alguém escondido assiste àquela cena

Caliel experiencia um estado de inconciência após ter olhado directamente para a luz do Grande Cristal

A Cisne volta a falhar o encontro com Rhanos

Será descoberto um segredo de Mar-Hir que deixará todos chocados, principalmente a Cisne


listening:
Flyleaf - Penholder


domingo, fevereiro 03, 2008

Os Meus 10 Melhores Momentos




Recomeçou agora a quarta temporada de uma das minhas séries preferidas, Lost. E à semelhança de uma personagem (Charlie) irei colocar toda a minha sinceridade à prova e resumir os meus 10 momentos mais felizes.

# 10
O dia em que marquei um golo quando estava no 7º ano. Na altura tinha uma doença que me causava dores terríveis e nem era suposto fazer educação física. Após ter marcado esse golo corri o campo todo e saltei para cima do nosso guarda-redes festejando esse pequeno grande feito.

# 9
Não me lembro quantos anos tinha naquele verão. Tinha ido passar uns dias na casa da minha avó e fiz um passeio de bicicleta com o meu tio Eduardo desde o campo até à praia. À noite fomos a uma festa.

#8
Quando a minha chefe me disse recentemente que está muito contente por mim, que evoluí bastante e era um dos melhores da secção. Tive um começo bastante complicado e nem poderia vê-la. Faltava-me confiança, motivação e paz de espírito. Agora tenho tudo isso.

#7
Quando vou correr no circuito dos Pinheiros de Marim. Longe da confusão do mundo citadino, com a natureza à minha volta. Nada mais importa. O dia em que corri 6 kms em 29 minutos. A sensação de leveza a invadir-me por completo.

#6
O dia em que ia morrendo afogado numa praia deserta e o meu pai não estava por perto mas ouviu os gritos e veio a correr para me salvar. Foi como nascer de novo.

#5
Quando vi o filme mais assustador de sempre (Ju-on) na companhia da Liliane. Estávamos agarradinhos na escuridão como se tivéssemos dentro do filme. Foi uma sensação de medo tão agradável pois tinha alguém para proteger, mesmo que esse medo fosse fictício.

#4
Segundo dia do Festival Super Bock Super Rock 2006. Definitivamente o dia mais longo da minha vida. Após o almoço deixei os meus amigos porque queria ir mais cedo para apanhar lugar na primeira fila para ver e acreditar que estava diante da minha banda preferida, os Tool. Fiquei uma hora à espera que as portas de abrissem e duas horas à espera que os concertos começassem. Até que os Tool subissem ao palco, ainda iriam tocar os Primitive Reason, Alice in Chains, Deftones e Placebo. Logo com a primeira banda fui surpreendido com um intenso mosh que não estava nada acostumado. E fiquei lá durante horas a ser empurrado de todos os lados por matulões. Uma rapariga deu-me um estalo quando a minha mão tocou no rabo dela, outra disse-me qualquer coisa que não percebi e deu-me um beijo na boca e depois desapareceu. Tava tão desidratado quando os Deftones acabaram que tive que sair dali pra ir beber uma cerveja de penalti. Achava que já não conseguiria chegar à frente daquela multidão toda mas durante o concerto dos Placebo fui-me chegando à frente e quando os Tool iniciaram o seu espectáculo fui imediatamente recompensado pelas horas que estive ali. Foi uma experiência única que nem quis acreditar que tinha acabado. Os meus amigos já tinham ido embora de tão cansados que estavam, nem sequer viram Tool. Só cheguei à nossa tenda por volta das 4h da manhã, ainda tinha andado perdido um bom bocado até encontrar o estádio onde estávamos acampados. Foi Brutal.

#3
O dia em que me encontrei com a Kelly apanhando-a de surpresa quando lhe disse que ia publicar um livro de poemas sobre o que sentia por ela. Primeiro foi o choque e depois foi o incentivo, a alegria que consegui captar dos seus olhos. Estivemos juntos por pouco tempo mas houve ali uma forte descarga de sensações que me deixaram todo arrepiado.

#2
Foi há bem pouco tempo, o dia em que te conheci pessoalmente Sara, my sweet angel. Sabia que eras meiga e atenciosa. Não sabia que eras tanto! Nem sabia que eras tão engraçada e que também dizias palavrões como boa nortenha que és. Foi com grande expectativa que saí do trabalho e apanhei logo autocarro para Lisboa, sem me importar com o cansaço nem com o sono. Cheguei cedo a Lisboa, eram quase 6 da manhã. Mas digo que cheguei tarde pois só passado ano e meio é que nos encontrámos. Não sabia como iria reagir, pois sou um bocado reservado. Queria dar-te um grande abraço e nem sabia como o fazer, mas tu antecipaste-te e ainda pegaste no meu braço. Fui muito bem recebido, nem te agradeci! Mas sei como posso te agradecer. Voltando a fazer o mesmo, nem que seja para jogarmos ao uno às 7 da manhã lol. Adorei o passeio, as nossas conversas, os teus risos. O único senão não foi a Espiral estar fechada mas eu ter de voltar a casa. A cena da nota vai ter volta! :p

#1
Já sabia qual seria o melhor momento da minha vida quando comecei a escrever esta lista. São todos os momentos que passo com o meu sobrinho Miguel. Todas as nossas brincadeiras e risos. Só tem quatro anos mas deu-me muito mais alegrias que alguém poderia ter dado. Lembro-me quando ainda gatinhava e ria-se com as minhas palhaçadas, quando começou a andar, quando começou a falar. O riso dele é a minha maior felicidade.


listening:
Epica - Cry for the Moon